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Uma pequena discussão acerca do efeito de limpeza dos dentifrícios – 4

Luís A. F. Chaim

IN SITU, os movimentos executados durante as escovações não são constantes pelas condições motoras existentes em cada indivíduo e suas dificuldades naturais, assim o abrasivo sob o efeito da pressão das cerdas pode nem ser considerado.

6 – Não tendo constância de pressão sobre a superfície dental, pode realmente os abrasivos causar efeito de abrasão nas estruturas dentárias?

7 – Outros fatores de abrasividade podem ter uma influência mais significativa IN SITU que o próprio efeito do abrasivo, como: as escovas utilizadas pelos usuários; textura das cerdas; índices de hidratação; tempo de escovação; freqüência de escovação; nível de desgaste das cerdas e a força exercida durante a escovação.

Os modelos experimentais IN VITRO parecem não conseguir reproduzir de modo adequado o que ocorre IN SITU, portanto, mesmo havendo muitos experimentos neste sentido, preferimos considerar insignificante o poder de abrasividade encontrado nos vários dentifrícios.

Estudos recentes procuraram avaliar IN VITRO os níveis de abrasividade sobre estruturas dentárias naturais (esmalte dental humano), através do uso de escovas automáticas por períodos de tempo menor (10 minutos), observando as alterações provocadas com microscopia eletrônica e escaneamento com laser.

Estes estudos demonstraram que as cerdas das escovas produziram um maior efeito de desgaste isoladamente, que quando associadas a um dentifrício.

Portanto, o efeito de abrasividade das cerdas pode ser amenizado pela presença de um dentifrício e não aumentado, como se considerava anteriormente.

  • by drchaim
  • posted at 22:59
  • 25 de julho de 2012