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Uma pequena discussão acerca do efeito de limpeza dos dentifrícios – 3

Luís A. F. Chaim

Nos estudos IN VITRO, devemos considerar algumas limitações, quando queremos comparar com a realidade IN SITU:

1 – A pressão exercida sobre a escova durante o ato escovatório IN SITU nem sempre é constante, e em cada região da boca pode sofrer modificações.

Sobre o corpo de prova é mantida sempre a mesma, durante toda experimentação.

2 – Os níveis de hidratação das cerdas e do corpo de prova IN VITRO, após vários minutos podem interferir nos resultados, já que os índices de hidratação das cerdas na boca de um indivíduo dependem principalmente do tempo de execução das escovações.

3 – A superfície dental exposta no meio ambiente bucal pode apresentar-se com texturas diferentes, se a raiz ficar exposta, enquanto que o corpo de prova em plex-glass é sempre o mesmo.

4 – Os 30.000 ciclos são executados continuamente sobre o corpo de prova que apresenta uma superfície plana que recebe o contato das cerdas das escovas permanentemente, enquanto que uma superfície dental normal mostra configurações anatômicas as mais diversas e dificilmente planas, no mais das vezes as superfícies são ligeiramente côncavas ou convexas.

5 – Devemos considerar ainda, se realmente haverá contato do agente abrasivo, sendo pressionado de forma constante pela ponta das cerdas das escovas sobre a superfície dental.

Durante quanto tempo o abrasivo fica entre a cerda e a superfície dental?

Será este tempo suficiente para promover defeitos na estrutura?

  • by drchaim
  • posted at 1:08
  • 25 de julho de 2012