LEIA MAIS

...

Defeitos de higiene bucal associados ao método de escovação de Bass – 1

Considerando as dificuldades em se desenvolver a técnica de Bass de maneira adequada, tanto do ponto de vista do paciente, como agente motor encarregado do desempenho próprio da técnica, quanto do profissional, imprescindível no processo educacional, como introdutor da técnica, através da educação e motivação constantes, realizamos um estudo, avaliando os problemas mais freqüentes encontrados, quando da execução desta técnica.

Nosso estudo foi realizado com 92 jovens em idades variando entre 18 e 21 anos e, foram encontrados diversos problemas tais como: dificuldades quanto à empunhadura da escova, posicionamento das cerdas em relação às estruturas dentárias, traumatismos teciduais e outros.

Os defeitos mais comumente encontrados na empunhadura das escovas foram:

1- com o punho cerrado, podendo ser chamada de empunhadura tipo “martelo”;

2- tomando a escova como se faz com uma caneta, podendo ser chamada de empunhadura tipo “caneta” e

3- segurando a escova pela ponta, no final do cabo, podendo ser chamada de empunhadura “na ponta”.

Em qualquer uma dessas empunhaduras incorretas encontradas, o manuseio e equilíbrio das escovas ficam prejudicados.

Na empunhadura tipo “martelo” (Figura 1), o operador segura a escova com o punho cerrado não permitindo assim, um deslizamento suave das cerdas sobre os dentes.

Em geral, a mão estará prendendo a escova com muita firmeza, tornando o movimento pesado e agressivo.

O alinhamento das cerdas se tornará praticamente inviável, já que para que isso ocorra, o indivíduo deverá torcer o seu punho em angulações impraticáveis, as quais poderiam provocar dores musculares.

Figura 1 – Empunhadura da escova tipo “martelo”.

Na empunhadura tipo “caneta” (Figura 2) o alinhamento das cerdas na linha cervical dos dentes ficará bastante prejudicado, já que o movimento natural para esta empunhadura seria o pendular, assim, para se conseguir um encaixe adequado das cerdas o indivíduo deveria torcer o punho ou os dedos de maneira não natural, podendo provocar contrações e alongamentos desnecessários à musculatura.

A pressão exercida sobre as cerdas seria muito difícil de ser avaliada ou percebida.

                   

    Figura 2 – Empunhadura da escova tipo “caneta”.

Na empunhadura “na ponta” (Figura 3), a pressão exercida sobre as cerdas não pode ser percebida, ora poderá ser muito intensa, ora poderá ser muito suave.

O cabo permanecerá solto, dificultando os movimentos, sendo vibratórios ou não.

                        

Figura 3 – Empunhadura da escova tipo “na ponta”.

  • by drchaim
  • posted at 20:16
  • 6 de maio de 2012